
Texto de Mário Pedro Paulo, coordenador Moçambique
No dia 2 de Março realizou-se na feira de Hulene (bairro periférico da cidade de Maputo) uma sessão de recolha de contos e historias tradicionais nas comunidades que foi bastante concorrida.
O programa começou por volta das 18 horas com a apresentação da Fundação e seus parceiros de implementação (a Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), o Centro Cultural Municipal Ntsindya (CCMN) e o Ministerio de Educação e Cultura (MNED)), bem como a importância do conto nas sociedades africanas, em particular em Moçambique. Para dar expressão ao evento, foi montado uma fogueira no meio do palco como símbolo do ambiente em que outrora nas comunidades tradicionais era feito.
Este evento teve como protagonistas contadores como Ariel e Samuel Macuacua, conhecidos por Kokwani na Mawavetxua, que durante mais de uma década entre os anos 80 e 90 estiveram a trabalhar na Radio Moçambique, no emissor provincial de Maputo e Gaza, num programa recreativo e educativo denominado “Afrika ni usiku, Afrika ni xitiko ni mbawula”, que quer dizer “África de noite, África com a lareira”. Para além destes, estiveram outros contadores por estes convidados.

Na presença de duas centenas de convidados entre adultos, jovens e crianças, os artistas apresentaram cerca de 8 contos e historias tradicionais moçambicanas de caráter educativo.
Depois da apresentação ao publico e parceiros, em representação dos contadores Ariel disse que este tinha sido um espetáculo impar, “Há muito tempo que venho esperando ocasiões destas, porque há 13 anos que deixamos de fazer contos na Radio Moçambique, onde tínhamos bastante audiência. Foi importante também a possibilidade de interagir diretamente com o público presente, o que tornou o cenário mais interessante”. Para terminar pediu para que iniciativas como essas fossem de caráter permanente nos bairros.